dez 15, 2015

Economia Criativa – nova percepção

Economia Criativa PH Fit

Há uma tendência que vem crescendo gradualmente chamada Economia Criativa. No Brasil, as atividades econômicas que se encaixam nesse perfil têm dado grandes impulsos no crescimento econômico. As atividades exploradas na economia criativa são do ramo cultural, da inovação e de produtos intelectuais, que se baseiam no compartilhamento, na rapidez de transformação e na dinamicidade de seus processos.

Para entender o conceito de Economia Criativa, primeiramente deve-se entender o que é Economia, entenda-a como dois contrapontos: a necessidade humana e a escassez. As necessidades humanas são inúmeras e tendem sempre a aumentar. A escassez, por sua vez, revela-se nos recursos de suprir as necessidades humanas, contudo, ela não consegue alcançar a demanda das necessidades, pois os recursos são limitados e não renováveis. A economia trabalha a administração dos recursos para atender à demanda das necessidades humanas, ou seja, a economia é entendida como um sistema para produção, troca e consumo de bens e serviços.

A Economia Criativa é um conceito novo que tem, como uma das características, a valorização dos produtos culturais e intelectuais mais que as atividades econômicas tradicionais, relacionando-se com as novas mídias, as novas tecnologias, ao empreendedorismo e às mudanças de padrões. Ela rompe com a tradição, oferecendo novas possibilidades  na relação produto/serviço e consumidor. Outra característica da Economia Criativa está no distanciamento da burocratização e da ordem técnica, se mostrando mais dinâmica e fluída em seu desenvolvimento, que parece colidir com o atual modelo econômico mercadológico. Esse tipo de relação econômica foi uma alternativa retirada das demandas econômicas, como resposta aos problemas e à busca de soluções que se afastam dos padrões atuais.

Economia tradicional x economia criativa

A economia tradicional é baseada na demarcação dos bens, na escassez e nas necessidades humanas, ao passo que, sobrevive pela demanda e procura, atribuição de valores e competição. A economia criativa, por sua vez, não se sustenta nesses pilares, ela trabalha com abundância, com o livre acesso, com a participação e interação. O ambiente da economia tradicional é engessado, feito para obstruir, limitar e disciplinar a interação, que na economia criativa se põe diferente pois o ambiente construído possibilita a fluidez das interações e rompimento com o engessamento das ações. Os recursos também se diferem e possibilitam a livre circulação dos recursos, distanciando-se da tradição de bens materiais não-renováveis como terra, ouro e petróleo e enaltecendo aspectos culturais, o conhecimento e as experiências que são infinitas e inesgotáveis em seu ciclo. Outra característica está na descentralização e maior compartilhamento dos recursos em prol do compartilhamento e ações colaborativas, que tiram de foco o poder de pequenos grupos para dividi-lo em mais pessoas.

O artesanato como forma de economia criativa

O Artesanato tornou-se um caminho para muitos que procuram novas alternativas de complementação de renda ou até como nova profissão. Essa novas alternativas, são motivadas pela economia criativa que estimula a busca por recursos imateriais, o compartilhamento de informações, conhecimento e experiência em prol da valorização do trabalho manual. Essa é uma forma de empoderamento de minorias e a valorização da propagação da cultura através do empreendedorismo.

A PH FIT possui iniciativas como o Clube de Artesanato que colabora com o crescimento sustentável e consciente da economia, rompendo com a lógica da economia tradicional que limita o homem.

Referências:

Sebrae:

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/O-que-%C3%A9-Economia-Criativa

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